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Tive uma boa notícia hoje que gostaria de compartilhar com vocês. Já passei da segunda etapa da seleção de mestrandos para a escola de Artes Visuais da UFMG. A primeira etapa foi relativamente fácil para mim, pois foi uma prova de inglês com 10 questões e 3 horas para ser resolvida. Sem querer contar vantagem, acabei-a em menos de meia hora, sendo que nunca fiz um curso de inglês. Quem disse, afinal, que videogames são inúteis? Pelo menos aprendi uma língua estrangeira, hehehe!Já essa segunda foi bem mais complicada. Foi a prova de conhecimentos específicos, a qual me fez ter que ler seis livros em menos de um mês (e alguns deles foram bem difíceis de digerir) e escrever nada menos do que 10 laudas em menos de 4 horas: 5 de rascunho e 5 em caligrafia legível, o que para mim é um sacrifício sem precedentes.Agora virão as partes mais difíceis: a partir de amanhã o corpo docente passará a avaliar os pré-projetos e em breve, se tudo der certo, eu serei entrevistado. Desejem-me sorte!
Finalmente tive coragem de começar a participar do fórum conceptart.org. Diferentemente da maioria dos fóruns de arte, o pessoal lá é dedicado e adora ajudar. Mesmo quando claramente o cara é um iniciante, de alguma forma ele tem boas coisas a compartilhar e entende do assunto, o que acaba criando uma comunidade de artistas que cresce junto.Esse desenho de hoje foi feito com a ajuda deles, e pude ver claramente o salto que dei em qualidade. Caso queiram acompanhar minha discussão no fórum, cliquem aqui.E abaixo um passo a passo (clique nele para ampliar):
Ontem, dia 11, ocorreu o 22º Worldwide Sketchcrawl.Pra quem não conhece, é um evento no qual milhares (ok, dezenas) de ilustradores se reúnem em um lugar e percorrem um trajeto, rascunhando tudo que veem pela frente, sem piedade. Cada grupo em uma cidade pelo mundo.No evento passado, o Brasil quebrou o recorde mundial, em São Paulo, reunindo 120 artistas. Esta última incursão também parece ter sido um sucesso, pois, de acordo com o organizador, Montalvo Machado, compareceram 154 participantes. O evento também aconteceu em várias outras regiões do país, mas em BH, é claro, passou despercebido pelo bando de moribundos comem-quietos. Talvez isso explique porque o Zombie Walk faz sucesso aqui...Contudo, ao bater um rápido papo com o Montalvo, ele sugeriu que eu fizesse meu próprio sketchcrawl. E foi o que fiz: como moro em um condomínio no meio do mato, dei um passeio de 4~5 horas pela área da minha casa, que tem cerca de 13.000 m² (nem pensem que sou rico! Morar aqui é bem mais barato que algumas regiões "normais" de BH, como Prado e Nova Suíça), desenhando o que abunda: plantas, orquídeas, cachorros, frangos e obras que nunca acabam. Até ressuscitei minha aquarela de pastilha W&N que mofava no armário! Por isso nem reparem na qualidade; além de estar sem prática, o papel que usei do caderno de rascunhos não é dos melhores, e como eu abuso da água e dos esfregões, já viu...Separei os que não ficaram horríveis e compartilho com vocês.





Alguns comentários: preciso fazer isso mais! Desenhar ao ar livre me surpreendeu, pois faz anos que não faço isso... força você a pensar muito mais na composição e em que você quer ou precisa colocar no papel. Sem contar que tudo, principalmente o mato, é muito mais exuberante do que sua cabeça se recorda. E desenhar animais é bem difícil. fazer com que os filhotinhos ficassem parados em uma posição requereu alguns truques...Ah, e continuo odiando aquarela em pastilha, já que gosto de carregar muito no pigmento e ela não deixa. Mas é o melhor para estudos do lado de fora.